Honra é um principio na tradicional pratica de artes marciais, pois diz respeito a construção do carater do praticante, o que é um aspecto basico do compromisso estabelecido entre o dohai(aluno) e o sensei(professor), para que esse torne-se membro de um dojo(academia).
O praticante de artes marciais, ao apefeiçoar-se na habilidade de combate desenvolve-se também como um guerreiro. Pois nas antigas tradições japonesas, quando um estudante ingressa num dojo (academia) de artes marciais, ele se torna membro de um clã e também passa a carregar esse escudo, o que envolve uma serie de responsabilidades.
Ao tornar-se membro de um clã, esse novo aluno é apresentado a um código para que lhe seja norteada sua conduta e preservada a integridade moral da bandeira do dojo. Tratam-se dos sete princípios oriundos do código dos samurais, o Bushido.
Esse conjunto de principios composto de respeito, benevolencia, coragem, honestidade, disciplina e lealdade alicerçam o compromisso do guerreiro com a honra do seu clã. E é por isso que suas atitudes precisam ser bem pensadas e suas decisões ganham um significado maior. Afinal, a partir deste momento o praticante adquire uma responsabilidade sobre o poder que o conhecimento marcial lhe da e sobre o escudo dojô que ele faz parte.
É por isso que o ensino do código é preservado nos dojos tradicionais e desta maneira que hoje em dia se pratica o código, tanto dentro do ambiente de aprendizado ou nas circunstâncias da vida pessoal do praticante. A estes cunhamos o termo de samurais modernos, aqueles que carregam secretamente o código dentro de si e que nutrem seu procedimento com as sementes do pensamento oriental.
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domingo, 24 de novembro de 2019
quarta-feira, 20 de novembro de 2019
Honra, a dignidade do samurai
O sentimento de dignidade e de boa reputação que o samurai possui é o que caracteriza sua honra. No Japão, a palavra honra é meyio e trata-se do conceito que define os parâmetros para os samurais viverem e morrerem fieis aos seus preceitos.
Os samurais acreditam que para um homem tornar-se digno de tal título é fundamental que sua conduta seja alicerçada nos sete preceitos que regem o código, pois a vida física tem fim, mas a honra e o respeito duram para sempre.
A honra de um homem lhe constitui samurai quando sua atitude é coerente com o código, de modo que seja qual for a circunstância, seu procedimento será fortemente avaliado pelo seu crivo moral antes de se tornar uma ação ou uma decisão.
O fato da morte ser uma consequência natural da existencia humana faz com que os samurais pensem constantemente na relevancia das suas ações. Por isso seja no amanhecer do dia ou no escurecer da noite, desde o momento em que ele segura uma chícara de café ou quando ele pega os palitos para comer, ele sempre pensa na consequência das suas atitudes.
Essa responsabilidade de agir de forma reta, compromissada com seus principios é o que torna o samurai um guerreiro nobre, que hoje em dia não mais empunha a espada para lutar no seu exercício profissional, mas que luta no dia a dia, enfrentando as dificuldades e os dilemas existenciais com bravura e sendo reto no seu proceder.
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