sábado, 28 de dezembro de 2019

a inquietação da mente samurai



O homem sábio deve conhecer sua própria mente, isso faz parte do Bushido, o caminho do guerreiro. Porque compreendendo a si mesmo, percebe-se o quão natural são as inquietações e que há uma causa para cada uma delas.

Entendendo que as preocupações são transitórias esta descoberta lhe ajudará a ter paz nos momentos mais dificeis da vida. Porque o sofrimento existe sim, a sensação de que falta sempre alguma coisa. Mas o compromisso com o código não torna sua vida vã, sem sentido.

O código estrutura o propósito de viver com honra, independentemente da circunstância, seja ela pacifica ou caótica, o praticante sempre saberá para qual direção deve enxergar para então retomar seu caminho. Porque o próprio caminho tem curvas e as vezes labirintos, mas fluindo por entre as circunstâncias, você existirá sem se perder.

É importante que o samurai analise os momentos de angustia, refletindo sobre as provaveis soluções para seus dilemas. Porque entendendo que existem soluções, não há porque permanecer no labirinto da angustia, sendo atormentado pela dúvida. Basta compreender-se com suavidade, porque há um caminho a ser seguido.



sexta-feira, 27 de dezembro de 2019

maldade velada


Há uma especie de maldade velada, que se esconde por trás de rostos sedutores, trejeitos amistosos e roupas elegantes. É uma especie de maldade que de um modo bem discreto, torna-se perceptivel num tipo de sorriso, bem peculiar, estampado no rosto de pessoas que estão o tempo todo tentando nos enganar e tirar proveito da nossa boa vontade.

Essas pessoas que arquitetam frases, combinando milimetricamente suas palavras e o modo como se comportam, com o objetivo de entorpecer nossas mentes, as vezes até conseguem conquistar seus objetivos sordidos, mas sem perceber, enquanto manipulam seu veneno, acabam apodrecendo a própria alma.

Tenho certeza de que essas pessoas quando se deparam com seus pensamentos, num momento qualquer de solidão, sejam massacradas pela sua consciência a ponto deles nem sequer suportarem enxergar quem são.

Essa agonia que lhes sufoca e que o tempo todo lhes impulsiona a mergulhar nos prazeres humanos, pode vez ou outra ser mascarada, mas jamais escapam da luz dos olhos que foram treinados para investigar a alma humana.

lutando jiujitsu contra um adversário pesado


Peso em torno  de 100kg e por isso sempre enfrentei lutadores grandes e fortes. Inclusive, vou contar a vocês uma experiência que eu tive numa luta, eu estava num combate e após o primeiro minuto da luta o meu adversário tinha defendido uma queda que eu tentei fazer, o tomoe nage, ele abaixou o quadril, ficando bem pesado e tirando meu angulo pra arremessa-lo e acabamos indo para o chão, onde ele conseguio ficar montado na posição de meia guarda.

Era uma situação bem dificil pra mim porque ele estava usando um dos seus braços para prender meu braço direito enquanto ele usava o outro para segurar minha cabeça e apertava usando seu ombro. Ele tinha colocado o peito dele contra o meu e me esmagava, inclusive, conforme quando ele se arrastava no chão, parecia que o peso do corpo dele duplicava-se e mais e mais ele apertava minha cabeça. Foi uma sensação horrivel, parecia que meu cranio ia explodir.

Eu mal conseguia me mexer, embora soubesse que deveria ficar de lado, mas diante daquele sufoco eu não podia gastar energia atoa, afinal era um lutador muito forte, pesado e experiente que estava encima de mim num angulo de vantagem. Foi então que eu resolvi fazer o que os antigos chamam de mergulhar no vazio, o Tao.

E quando eu me concentrei em perceber o que estava acontecendo eu pude notar que a respiração do meu adversário estava acelerada e descompassada, foi então que eu identifiquei a brecha. Fui escutando a respiração dele, com atenção, enquanto cada vez mais eu me concentrava nisso eu ia esquecendo o incomodo que aquela situação estava me causando.

Eu apenas me concentrava em não deixar meus braços e meu pescoço vulneraveis demais para que ele me atacasse e observava sua respiração. Foi através desa brecha que eu entrei na mente do meu oponente e fui vasculhando suas intenções. Conforme ele se movia e respirava, cada vez mais suas intenções eram sendo evidenciadas, de maneira que eu pude me antecipar ao que ele queria fazer e estabelecer uma estratégia.

Então, folguei um pouco a trava de meia guarda que eu estava fazendo com as pernas e notei que ele ficou euforico, tirando um pouco a pressão sobre mim e apoiando-se sobre seus cotovelos, para criar o angulo ideal para mover sua perna que estava presa. Neste momento eu posicionei minha mão esquerda no seu quadril e destravei completamente a perna dele, dando-lhe passagem, foi então que a lentidão do seu movimento me possibilitou fazer um giro, quando então eu escapei debaixo dele e flui na movimentação chegando até as costas dele.

Chegando nas costas do meu oponente eu estabeleci pegadas cruzadas sobre a gola do seu kimono, arrochei bem o pescoço e vim puxando, no movimento dos ponteiros do relógio, usando o peso do meu corpo sobre seu ombro e sua cabeça, usando o estrangulamento Koshi-jime para finaliza-lo. Assim eu usei o Tao, a percepção e a estratégia para vencer um oponente que anteriormente estava em posição de vantagem.

quinta-feira, 26 de dezembro de 2019

Orgulho do samurai


Alguem disse: “Há dois tipos de orgulo, o interno e o externo. Um samurai que não possui os dois é de utilidade duvidosa”. O orgulho pode ser comparado com a lâmina de um sbre. Ela deve ser afiada e logo em seguida recolocada na bainha; de vez em quando é desembainhada, segurada e limpada para retornar a bainha. Se o sabre de um samurai está sempre desembainhado, se está sempre levantado, as pessoas vão amedrontar-se e lhe será dificil ter amigos. Se, ao contrário, ele jamais o saca de seua bainha, a lâmina ficará embotada e ninguém vai temer o portador.

O orgulho é como uma arma secreta, que deve ser utilizada em apenas alguns momentos, não deve ser totalmente reprimido, é algo importante porque sem ele o samurai não sentiria prazer com seu próprio valor. O orgulho é o que faz o samurai ter satisfação em seguir o código, em preservar a própria honra, é o mecanismo de autochecagem que leva o guerreiro a ter certeza de que não está pervertendo seus caminhos e que sua auto-imagem está sendo preservada.

As pessoas que fingem não ter orgulho estão agindo como hipocritas, é fundamental para o ser humano que ele se alegre em ser quem ele é. Porque para isso acontecer significa que o sujeito se empenha em construir-se de modo admiravel, primeiramente por si mesmo e não pelos aplausos mas pela satisfação pessoal de ser quem se deseja ser.

O grande problema do orgulho é o excesso, como tudo que viola a ordem do caminho do meio. Quando o orgulho se torna um sentimento que superioriza o ser, turbando seus olhos de modo que ele se enxergue excessivamente merituoso ou se ame de modo que sua vida seja a unica que importa, o orgulho acaba tornando esse homem arrogante e soberbo. Surge então o inicio da sua fraqueza, manifestam-se suas brechas, é ai que percebemos o quão fraco foi seu treinamento e o quão distante do código você está.

terça-feira, 24 de dezembro de 2019

A essência do Aikido para o samurai moderno


Representação do samurai moderno praticando ataques ao hara (centro) e kami (cabeça)
Artes marciais tradicionais do japão podem ser consideradas importantes tesouros culturais e históricos, mas, depois da Restauração Meiji, em 1868, e da falência da antiga ordem dos samurais, a rápida e indiscriminada ocidentalização do país produziu um efeito devastador sobre todas as artes marciais. Jigoro Kano (1860 - 1938) achava que os melhores elementos das artes marciais japonesas deveriam ser preservados, mas ele foi muito dificil encontrar mestres exímios e aprender com eles - a maioria dos artistas marciais antigos ja havia desaparecido.  Somente com perseverança e esforços diligentes ele conseguio fundar o Kodokan Judo, para preservar o melhor das artes marciais tradicionais japonesas num contexto moderno. Kano abriu sua primeira escola em 1882, um ano antes de Morihei nascer. Enquanto Kano achava que a realizaçao de competições esportiva no estilo ocidental ajudaria a promover a sua nova arte do Judo, Morihei seguia um caminho completamente diferente. De fato, tão diferente que algumas pessoas perguntavam “O Aikido, na verdade, não é uma arte marcial, é”

Realmente existem muitas pessoas mal informadas que interpretam equivocadamente o Aikido como um tipo de exercício para a saúde, um tipo de dança, um mesmerismo marcial ou algo do genero e como ja foi mencionado existem até obras de referencia que confunde o Aikido com o Aikijutsu. Que fique claro, entretanto, que o Aikido é Budo, uma arte marcial. O Aikido é um aprimoramento da técnica marciais tradicionais, combinado com uma sublime filosofia do esírito. Trata-se de um método para modelar a mente e o corpo. E qual a exata natureza dessa filosofia do espírito? Dito de maneira simples, ela consiste em evitar o uso de trapaças, truques ou força bruta para vencer um oponente. O Aikido é um veículo que nos ajuda em nossa busca pelo caminho e nos leva a desenvovler nosso caráter de uma maneira que também beneficie os nossos parceiros de treino. Nessa busca pelo caminho, precisamos unificar a mente e o corpo para nos harmonizarmos com a ordem natural do universo e assim responder livremente a qualquer eventualidade. O Aikido é um sistema de treinamento que nos proporciona a verdadeira experiência dessa estado.

segunda-feira, 23 de dezembro de 2019

A relação do samurai com seus pais

Samurai refletindo sobre seus pais
O homem que pretende ser um samurai considera isto de maxima importância: desempenhar carinhosamente seus deveres de filho para com seus pais. Mesmo se um homem for esperto e inteligente, superar outros, for um orador eloquente e tiver nascido com pela aparência, será um homem inútil se não tiver piedade filial.

Considera-se no Bushido que é essencial conhecer a diferença entre a raiz e o ramo e agir de acordo com isso. Um homem que tem dificuldade de distinguir a raiz do ramo provavelmente não irá compreender seu dever; e é dificil chamar de “samurai” um homem que não compreende seu dever. Conhecendo a diferença entre a raiz e o ramo, um homem irá considerar seus pais como a raiz do seu corpo, e seu corpo como o ramo da carne e do sangue deles. Todavia quando um homem tem o desejo sincero de elevar-se neste mundo e porventura trata seus pais com desprezo, isto acontece porque ele não tem o discernimento da raiz e do ramo.

Existem, além disso, dois niveis no desempenho do dever filial para com os pais. Por exemplo, não há nada de imrpessionante no fato de um filho cumprir seu dever filial para com os pais que lhe são completamente dedicados. Pais dessa têmpera são gentis e amando sinceramente seu filho, consideram sua educação com ternura. O dinheiro deles, ganhado a custo, é gasto com suas armas, com material para cavalgar e conforto doméstico a fim de ter certeza de que nada falta. Os pais também encontram uma boa esposa para ele e quando finalmente falecem deixam para ele toda sua herança.

sexta-feira, 20 de dezembro de 2019

A natureza das coisas

O lado obscuro da natureza

Um homem que vai ser um guerreiro está acima das outras três classes e realizará funções da administração, convém que ele seja encaminhado no conhecimento e seja capaz de distinguir amplamente a natureza das coisas.

Sendo as coisas assim, os guerreiros que nasceram em tempos de agitação invariavelmente serviram com plena capacidade em sua primeira campanha, com a idade de 15 ou 16 anos. Assim quando eles tinham 12 ou 13 anos de idade, era adequado que fossem treinados a cavalgar, no uso do arco, do rifle, e em todas as outras artes marciais. Raramente eles tinham tempo para abrir um livro de ajuda ou qualquer material de leitura ou para assentar-se numa escrivaninha com um pincel a escrita. Assim, naturalmente eles eram ignorantes, iletrados, incapazes de escrever um caractere chinês sequer.

Embora existissem muitos guerreiros assim durante o período dos estados em luta, isso não acontecia necessariamente porque não tinham a intenção de estudar ou por terem sido insuficientemente educados por seus pais. Eram ignorantes porque eles trabalhavam exclusivamente no caminho do guerreiro e eram empregados nessa atividade naquele tempo.

quinta-feira, 19 de dezembro de 2019

Os caminhos de um samurai

Um samurai ashigaru daisho

Desde há muito tempo existe um provérbio que diz: “sacerdote e samurai” e quando se pensa um pouco sobre o porque disso, percebe-se a semelhança entre um e outro. No Zen budismo, por exemplo, os títulos de zasu e shuso são atribuídos ao sacerdote comum, assim como baixos cargos são dados ao samurai comum. Depois, assim como sacerdotes recebem o título de tenrio e seido, guerreiros recebem o título de metsuke, tsukaiyaku, kumigashira ou kachigashira. Finalmente, emborao própio sacerdote ainda seja o mesmo, quando ele usa traje colorido, porta o símbolo de sua seita e leciona para um grande número de sacerdotes, ele é chamado de um choro ou osho. Entre guerreiros, o homem que recebe bandeiras, armaduras, e um cetro de comando e que estabelece a ordem de batalha e dirige as tropas é chamado de samurai daisho, um ashigaru daisho, ou um dos seis bugyo militares. Quando consideradas desse modo, existe uma semelhança entre as organizações do Budismo e a do guerreiro, e assim nós temos o provérbio “sacerdote e samurai”. Entretanto, quando abordamos disciplina nos estudos, podemos pensar que a disciplina dos guerreiros no treinamento é muito inferior à dos sacerdotes.

terça-feira, 17 de dezembro de 2019

Mokuso; contemplação

Samurai em seiza, meditando.

Em varios dojo, essa palavra é gritada como um bramido de guerra. Ela é dita dus vezes, no inicio de uma sessão de pratica e novament no fim, sempre depois que os alunos se alinharam e estão sentados em silêncio, em seiza. Para que eles entrem em posição, normalmente são dados outros comandos. “Yame” ou “Keiko osame” é dito quando a sessão termina.

 Narande significa “alinhem-se”. Seiretsu ou keiretsu são comandos para os alunos se alinharem de acordo com a graduação. Chakuza significa ficar de joelhos e assumir a posição sentada, seiza. Após estarem todos sentados, há um longo momento de acomodação até que os barulhos e o som da respiração agitada depois da prática cessam, seguido por um silêncio que é quebrado pelo grito que parece penetrar diretament nos corpos que se encontram sentados.

domingo, 15 de dezembro de 2019

5 dicas de SunTzu em a arte da guerra


A arte da guerra é um dos clássicos mais influentes do pensamento oriental sobre estratégia. O livro nos traz com excelência os ensinamentos do general chinês Sun Tzu, que há cerca de 2500 anos influencia o mundo das artes marciais. Veja as cinco dicas que separamos para você hoje:

1. O bom guerreiro atrai o inimigo para si e nunca inicia o combate.

 

2. O inimigo é atraído pela oportunidade e se afasta diante do perigo.

 

3. Quando o inimigo estiver a vontade, incomode-o, quando bem alimentado, deixe-o com fome, quando descansado, faça-o se mover.

 

4. Apareça de modo inesperado; atice-o constantemente.

 

5. Para tomar o que se ataca, ataque onde não há defesa; para se defender, defenda-se onde o inimigo não parece atacar.

 


sexta-feira, 13 de dezembro de 2019

Quando um homem sente a morte como algo distante

Quando um homem sente a morte como algo distante, que a sua estada neste mundo será longa, fica obcecado por diferentes ambições e profunda avareza. Cobiçando as coisas alheias e tendo demasiado apego às suas, ele irá desenvolver as disposições de um mercador ou fazendeiro. Quando a morte é sempre mantida no pensamento e este mundo é visto em sua insignificância, a cobiça irá diminuir naturalmente no coração da pessoa, e os imundos sentimentos de avareza e egoísmo não irão intrometer-se tanto assim. Por isso se diz que até o caráter da pessoa irá melhorar.

Temos que manter a morte sempre à vista. Entretanto, havia um monge, Shinkai, mencionado no Tsurezuregusa de Yoshida Kenko, que constantemente se curvava e aguardava, pensando 24 horas por dia na sua hora final. Pois bem: embora seja sinal de austeridade no espírito de um monge pensar na morte, isso não está de acordo com a condição básica de um samurai. Aproximar-se da morte assim não seria bom, porque não se pode abandonar o caminho da lealdade para com o seu senhor e da piedade filial para com os pais, e se descuidar de suas obrigações como samurai. Dia e noite sem falhar, na medida em que alguém está envolvido com negócios públicos ou privados, logo que houver um momento de calma para o coração a pessoa deverá manter a morte em vista. Isso é o que importa. A tradição diz que Kusunoki Masashige instruiu seu filho, Masatsura, com as palavras: "Pense constantemente na morte".

quinta-feira, 12 de dezembro de 2019

Viver preparado para a morte


O samurai considera como seu propósito mais importante pensar sempre na morte, dia e noite, desde quando ele pega seus hashis ao fazer sua refeição matinal no Dia de Ano Novo, até o anoitecer no ultimo dia do ano. Quando alguém pensa constantemente que a morte é inevitavel e pode acontecer muito em breve, a lealdade e a piedade filial são realizadas, muitos males e desastres são evitados, a pessoa não fica ociosa e à toa, e vive uma vida longa. Além disso, até o seu caráter é melhorado. Estes são so muitos benefícios dessa forma de pensar.

Considerando isso, nós vemos que a vida do homem é breve e efêmera, como o orvalho da noite ou a geada matinal. E aqui existe algo particularmente perigoso: quando um homem que percorre a trilha do guerreiro pensa que terá muitos anos de vida para servir ao seu senhor e acompanhar seus pais, ele se torna indolente. Se alguma coisa acontece, ele se mostra fraco no cumprimento do dever e falho na sua dedicação filial. Quando se conclui que um homem pode estar vivo hoje, mas não amanhã, ele estará consciente de que hoje pode ser sua ultima chance de servir seu senhor e acompanhar seus pais. Assim, seja recebendo ordens de seu senhor, seja cuidando de seus pais, ele o faz com o pensamento de que isso pode estar acontecendo pela ultima vez, então seu interesse por eles será sincero e decidido. Portanto, nesse caso, diz-se que ele está manifestando plenamente sua lealdade e piedade filial.

Além disso, um pensamento que negligencia e se esquece da morte carece de prudência. Surgirão discussões sobre a sua insensibilidade e aparecerão controvérsias acerca de assuntos que seriam mais bem resolvidos se ignorados.

segunda-feira, 2 de dezembro de 2019

Nagashi Okami e o demônio do amor

A um antigo conto oriental que relata a história do samurai chamado Nagashi Okami. Diz a história que Okami foi um nobre guerreiro na arte das projeções e que sua habilidade com o braço esquerdo superava a gande maioria dos seus adversários que comumente lutavam usando o braço direito.

Certa vez Okami viajou para uma missão e chegando na pequena vila de Shirakawago conheceu uma linda mulher, por quem se apaixonou. Ela era uma mulher de trato fino, gestos delicados, mãos macias, pele sedosa, cabelos longos, lisos e bem penteados. Seus olhos eram doces e sinceros, sua boca pequena, suas bochechas rosas, seu queixo era pequeno e seu nome era Hana Ikari.

Por conta da sua atividade profissional, suas longas viagens dificultavam a permanencia de Okami na aldeia, de modo que eles passaram muitos anos namorando, aguardando o momento ideal para se casarem. Essa longa estrada de paciência que parecia estar alicerçando um relacionamento sólido, de repente, teve fim.

Os dois se separaram, de algum modo compreenderam que seria inviavel permanecerem juntos e desde então optaram por não mais viver aquela linda história de amor. O mais intrigante dessa história não é esse término abrupto, mas o misticismo por trás da história que diz que desde então Okami passou a ser assolado por um demônio que entenebrecia todas as mulheres pelas quais ele se encantava, de modo que ele nunca mais conseguio se apaixonar.